Brasília,
Home » Destaque » República Islâmica do Irã

República Islâmica do Irã

Publicado por: Redação Irã News
Autor:
Publicada em 16/05/2018 às 11:06
Share Button
Foto:

Em nome de Deus

“Tradução não oficial”

11 de maio de 2018

Declaração da República Islâmica do Irã em reação à saída ilegal dos EUA do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA)

A saída ilegal do Presidente da República dos Estados Unidos da América do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA), é o último elo das violações constantes desse acordo pelos EUA, especialmente depois da

chegada do novo governo extremista ao poder nesse país. Os pronunciamentos ingênuos de Trump contra o grande povo iraniano demonstram a sua extrema ignorância. Suas acusações infundadas contra a República Islâmica do Irã são dignas do seu regime que com suas interferências, deflagrou uma situação caótica no Oriente Médio e provocou o extremismo e o terrorismo. Seus aliados sionistas levaram a crueldade, violação dos Direitos Humanos e a agressão à um nível extremo. Seus vassalos são criadores de todos os grupos terroristas, mas Trump na sua alegação ridícula, responsabiliza a República Islâmica do Irã. É lamentável que uma tal pessoa governe o povo civilizado e pacifista dos EUA.

Trump desde o período de sua campanha eleitoral, demonstrou seu ódio contra um acordo que o mundo todo considera como uma vitória da diplomacia. Ele, depois de assumir o governo, apesar de indicações nítidas no texto do JCPOA, se posicionou formal e explicitamente contra esse acordo e se recusou à cumprir as obrigações dos EUA pertinentes à JCPOA, salvo algumas formalidades aparentes. A República Islâmica do Irã, encaminhando

República Islâmica do Irã

2

várias cartas, registrou estes assuntos que demonstram má intenção e descumprimento constante do governo dos EUA no JCPOA. Portanto, a saída dos EUA do acordo não é um acontecimento novo, mas significa o fim da presença embaraçadora dos EUA no acordo. JCPOA é um acordo multilateral e, o Conselho de Segurança da ONU, numa resolução, o aprovou com unanimidade. Esse acordo, ao contrário das alegações de Trump, não é um acordo feito somente pelo ex-presidente dos EUA para que consequentemente, seu sucessor pudesse se recusar à sua aplicação.

Esta atitude do Presidente dos EUA não se limita à JCPOA. O descumprimento das leis e a violação dos compromissos, se tornaram um procedimento comum nos EUA, como o abandono do acordo de mudança climática e o acordo de cooperações Ásia Pacífica. Mas, por razão da união mundial e o conteúdo sólido de JCPOA, a saída oficial e explícita dos EUA demorou 16 meses.

A saída dos EUA do JCPOA além de diminuir ainda mais a credibilidade desse país no cenário mundial, coloca em questão as relações internacionais no mundo atual e a validade dos acordos bilaterias e multilaterais com a presença dos EUA e coloca em risco a ordem dos direitos internacionais.

O Irã, ao contrário dos EUA, sempre cumpriu seus compromissos

internacionais e considera a fidelidade com o compromisso como um dos seus princípios religiosos e a regra fundamental dos direitos internacionais.

A agência Internacional de Energia Atômica, a única instituição internacional legítima, e assim conhecido no JCPOA, atestou 11 vezes que o Irã está cumprindo suas obrigações pertinentes ao JCPOA e todos os governos

República Islâmica do Irã

3

Assinantes inclusive os EUA reconheceram isso. Portanto, as alegações infundadas e as apresentações teatrais, ridículas e propagandistas, não abalam a validade do JCPOA. Especialmente a Agência IEA, depois das acusações de Trump e seus cúmplices, confirmou novamente que o Irã continua cumprindo suas obrigações no acordo.

O Irã, como um país fiel aos seus compromissos de direitos internacionais, avaliará, conforme as regulamentações e cláusulas do JCPOA, o fato de saída dos EUA desse acordo. Se o Irã não for ressarcido e se os interesses completos do povo iraniano, como o líder máximo proferiu no seu discurso de 9 de maio de 2018, não forem garantidos, num ato recíproco e conveniente a seu interesse, agirá conforme o seu direito legal. Outros assinantes do JCPOA, especialmente os três países europeus, devem tomar as medidas necessárias para proteger o acordo e cumprir suas obrigações, mesmo as que no tempo da presença aparente dos EUA, pelos embaraços causados pelo Trump, não conseguiam cumprir.

Nenhum dos artigos do JCPOA e os prazos definidos nele (resultado de uma negociação que demorou 12 anos) são negociáveis. Os EUA que com suas intervenções e políticas erradas inflamaram nossa região pelo extremismo, terrorismo, destruição, guerra e genocídio, não podem impedir a presença da República Islâmica do Irã na sua região para reprimir os extremistas criados pelos seus vassalos e defender o povo da Síria e do Iraque.

Os EUA e seus aliados apoiaram o regime Sadam, o equiparam com armas químicas e com os mais modernos armamentos e atacaram o Irã durante oito anos impedindo o Irã de ter acesso à qualquer equipamento de defesa. Hoje, também, vendendo centenas de bilhões de dólares dos armamentos modernos,

República Islâmica do Irã

4

engolem os ativos da região e tranformam-na em um depósito de pólvora.

Portanto eles não podem limitar o acesso da República Islâmica do Irã ao instrumento legal da defesa, inclusive a defesa por míssil equipado com armamentos convencionais, tendo em vista a experiência amarga que o Irã teve durante oito anos da guerra imposta. Esse impedimento é contra o princípio dos direitos internacionais e o direito do Irã para sua defesa conforme o artigo 51 da Carta Magna da ONU.

Como o Excelentíssimo Presidente da República Islâmica do Irã anunciou no dia 08 de maio de 2018, o Ministro das Relações Exteriores se encarregou por tomar medidas necessárias para receber as garantias dos outros membros do JCPOA e outros parceiros econômicos do país e logo, relatar o resultado.

O Diretor da Agência Internacional da Energia Atômica é encarregado de fazer preparativas necessárias para entrada da RepúblicaIslâmica do Irã à fase de enriquecimento industrial, sem limitação, aproveitando às pesquisas avançadas e com ajuda de nossos cientístas nas áreas nucleares.

O povo iraniano segue em frente, no caminho de desenvolvimento e construção, com coragem, convicção e tranquilidade. E o governo preveniu todas as condições para esse fim. A República Islâmica do Irã é um país seguro, forte e uma potência econômica graças à força de defesa, inteligência e civilização de seu povo. E deseja uma coação construtiva e digna com o mundo. Apesar de descumprimentos constantes dos acordos pelos EUA, a República Islâmica do Irã cumprindo suas obrigações no JCPOA, demonstrou que é uma parceria confiável para todos os que são dispostos à colaboração baseada nos interesses comuns e respeito mútuo

Comments

comments

ESPORTE

COLUNISTAS

VIDEOS